Agronegócio do Brasil bate recorde em meio à pandemia - Abracomex
Agronegócio do Brasil bate recorde em meio à pandemia
13/07/2020

Ainda que os danos causados pela Covid-19 sejam imensuráveis, o Brasil encontrou aspectos positivos em meio à crise do novo coronavírus. As exportações do agronegócio do país bateram recorde em junho de 2020, com crescimento de 24,5% em relação às exportações do mesmo mês no ano anterior, segundo dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O registro de vendas do Brasil em junho de 2020 atingiu US$ 10,17 bilhões. Em nenhum registro anterior da série histórica o país havia superado os US$ 10 bilhões em um mês.

Soja puxa alta do agronegócio do Brasil em 2020

O principal setor responsável pela alta do agronegócio brasileiro é a soja. A exportação em junho, de 13,8 milhões de toneladas, alcançou US$ 4,67 bilhões em junho de 2020. Foi um incremento de 5,2 milhões de toneladas em comparação com o ano passado.

A alta da soja foi puxada pela China, responsável por 70% das exportações brasileiras do grão em junho. Foi uma alta de US$ 1,3 bilhão no consumo do produto em comparação com o mesmo mês do ano passado.

Agronegócio cresce em participação na economia brasileira

Com a alta de junho, cresceu a relevância do agronegócio na composição das exportações brasileiras. De 44,4% no mesmo mês de 2019, o segmento atingiu 56,8% do total de vendas do país em 2020.

Brasil bateu recorde de exportação de carne bovina em junho de 2020
Crédito: Unsplash

Outros setores do agronegócio tiveram crescimento em junho

A venda de carnes do Brasil para o exterior bateu recorde em junho (626,5 mil toneladas ou US$ 1,41 bilhão, maiores volumes já negociados pelo país no mês). A carne bovina respondeu por mais de metade do total (US$ 742,556 milhões), outro patamar jamais atingido pelas exportações no período.

Outras proteínas tiveram volume menor, mas também atingiram o melhor resultado para um mês de junho. É o caso dos suínos (US$ 196,86 milhões ou 95 mil toneladas). A China foi a principal compradora em todos esses casos.

Índia e Tailândia ajudam a explicar resultado

De acordo com os resultados apresentados pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), fatores além da pandemia do novo coronavírus ajudam a explicar a ascensão das exportações do Brasil. Houve quebra nas safras de cana de açúcar na Índia e na Tailândia, por exemplo, e países que nunca foram compradores contumazes, passaram a importar mais.

O relatório do Mapa cita especialmente a Indonésia, que não havia importado nada de açúcar do Brasil em 2019. Em junho deste ano, a negociação oriunda de lá atingiu US$ 86,78 milhões.

Direção,
Marcus Vinicius Tatagiba.

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