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Empresas suecas estão confiantes no ambiente de negócios brasileiro
01/12/2017

De acordo com os resultados obtidos, 88% das pesquisadas se mostraram confiantes no ambiente de negócios, nos próximos três anos, apesar dos desafios dentro dos cenários político e econômico.

A Câmara de Comércio Sueco-Brasileira (Swedcham Brasil) divulgou a sétima edição do Swedish Business Climate in Brazil, levantamento anual realizado com 70 empresas suecas sobre seus negócios no Brasil. De acordo com os resultados obtidos, 88% das pesquisadas se mostraram confiantes no ambiente de negócios, nos próximos três anos, apesar dos desafios dentro dos cenários político e econômico.

Entre os pontos que ajudaram na percepção positiva está a reforma trabalhista. Mais de 50% das empresas veem as regulações atuais como barreiras para seus negócios. Segundo Jonas Lindström, diretor executivo da Swedcham, mesmo assim, 35% das entrevistadas aumentaram o seu quadro de funcionários nos últimos 12 meses e 46% pretendem criar novos postos no próximo ano.

 

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As empresas suecas atuam no Brasil desde o início do século XX. Lindström explicou que a primeira onda teve seus investimentos focados na indústria pesada. Já nos anos 2000, quando houve uma nova leva de companhias, o interesse migrou para as novas tecnologias. “Hoje, os investimentos estão voltados para smart cities, internet das coisas, games etc. O futuro está nesses setores”.

A reforma tributária também é outra aposta das empresas suecas para a melhora dos negócios. Quase 70% delas citaram a regulamentação como um dos desafios no Brasil e um dos três fatores, junto com melhor acesso a financiamentos e simplificação para se obter licenças, que se equacionados, poderão melhorar o clima de negócios no Brasil. “A burocracia brasileira é uma questão sobre a qual vimos discutindo com governos de todas as esferas, junto com a embaixada”, explica Jonas.

Os escândalos de corrupção foram citados, por cerca de 90% das entrevistadas, como um dos pontos de impactos negativos para os investimentos no Brasil. A pesquisa mostrou que 62% das empresas indicaram que o impacto maior foi em questões administrativas como aquisição de contratos e licenciamentos.

Lindström também destacou as conversações sobre o Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e União Europeia. Um pouco mais de 95% das companhias acreditam que o ambiente de negócios sairia fortalecido. “A discussão está bem avançada, principalmente com os governos brasileiro e argentino. Eles querem fechar o acordo até ano que vem. Se passar, será uma grande mudança positiva para os dois blocos econômicos”, prevê o dirigente.

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