Exportação de soja atinge números expressivos no primeiro semestre - Abracomex
Exportação de soja atinge números expressivos no primeiro semestre
10/04/2020

No mês de março, os produtos brasileiros exportados tiveram um ótimo desempenho. Com um destaque para a exportação de soja. Conforme dados disponibilizados pela consultoria Cogo – Inteligência em Agronegócio, o impacto pelo Covid-19 não afetou os resultados de nossa exportação. Com os portos brasileiros a pleno funcionamento, continuam o abastecimento com nossos produtos pelo mundo. Em meio a preocupação econômica mundial provocada pelo Coronavírus, esse número é uma boa notícia.

A indústria de soja é um dos principais produtos de nossa exportação. Tendo a China como o maior comprador da oleaginosa do Brasil. No final do ano passado, a projeção para a exportação em 2020 era de 75 milhões de toneladas. Dados divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). 

Com o início da pandemia, ocorreu uma preocupação quanto a exportação de uma forma geral. No entanto, os números de março apresentaram boas perspectivas para o primeiro semestre. Mesmo diante da crise mundial, o Brasil permanece com um bom índice de exportação de soja. Para compreender um pouco melhor a situação, acompanhe esse artigo!

Histórico de exportação do Brasil

O comércio exterior brasileiro tem apresentado mudanças significativas nas últimas décadas. Até os anos 60, a produção do Brasil destinada à exportação era de produtos primários, como por exemplo o café. Sendo este responsável por 70% de toda a exportação realizada pelo Brasil. 

Gradualmente, outros produtos começaram a entrar na lista de destaque. Como o algodão, açúcar, cacau, fumo, carnes, madeira e minérios. Ainda nos anos 60, os produtos industrializados representavam 5% de toda a exportação. Somente em 2005 a produção chegava a um índice de 60% do total exportado. Indicando avanços econômicos movidos pela inovação e modernização do setor industrial.

Os percentuais estão em constante oscilações dependendo dos negócios fechados. Quando aumenta o número de vendas de aviões, o percentual de industrializados se eleva. Em contrapartida, quando há aumento de produção e exportação da soja ou produtos agrícolas, cresce o percentual de produtos primários.

O Brasil possui diversos parceiros comerciais com perfis distintos. O principal importador de nossos produtos é a China, seguido dos Estados Unidos. No entanto, as parcerias são feitas com uma boa parte da União Europeia, Japão, Coreia do Sul e Arábia Saudita. Além dos países do Mercosul e da América do Sul, como Argentina, Paraguai e Chile.

O Brasil está na 27ª colocação de maior economia de exportação do mundo. No ano de 2019, o país exportou US$ 225,889 bilhões e importou US$ 177,348 bilhões. Fechando com uma balança comercial com superávit de US$ 48,035 bilhões.

A maior representatividade do Brasil na exportação é da soja. Sendo responsável por mais de 20% do total de exportações em 2019. O nosso país é o segundo maior produtor, ocupando a primeira colocação é os Estados Unidos. 

Exportação de Soja

A primeira referência no mundo da soja sendo um alimento foi há  5.000 anos. Sendo citado pelo imperador chinês Shen-nung. Uma alternativa encontrada para o abate dos animais. Apesar de muito diferente da qual conhecemos e consumimos hoje, a soja sempre foi uma referência no mundo todo.

No Brasil, apesar de alguns relatos anteriores, a introdução do grão no país foi em 1901, na Estação Agropecuária de Campinas. A expansão da soja se deu com maior intensidade nos anos 70. Quando inicia-se uma ampliação da indústria de óleo, além do aumento da demanda para o comércio exterior.

O crescimento do plantio da soja no país sempre esteve ligado ao desenvolvimento tecnológico e ao aumento da demanda externa. 

A exportação da soja representa uma das maiores movimentações econômicas do país. Somente até março deste ano, já registrou mais de 11 milhões de toneladas. Conforme dados do Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). Em 2019, a China foi um de nossos maiores compradores, do total exportado, 79% da soja teve origem o Brasil.

Em 2019, a exportação de soja teve como receita US$ 34,78 bilhões. No ano de 2018, o valor superou em 29% o ano anterior, com US$33,19 bilhões. Em 2017, somou como receita US$25,72 bilhões.

Entre os anos de 2009 a 2018, o crescimento da receita brasileira com a exportação de soja foi de 190,6%. No ano de 2009, era gerada uma receita de US$11,42 bilhões, chegando em 2018 a US$33,19 bilhões. E os números só tendem a crescer, como podemos verificar na exportação desse primeiro trimestre.

Exportação de soja: os números de março de 2020

O mês de março já possui dados favoráveis referentes a exportação de soja do Brasil. De acordo com dados do Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, o país registrou 11,64 milhões de toneladas. Representando um crescimento de 37,6% em relação ao mesmo período em 2019.

O recorde mensal de exportação de soja registrado no Brasil é de 12,3 milhões de toneladas, sendo feito em maio de 2018.

Em um comparativo mensal, os embarques realizados no mês de março mais que dobraram. Em fevereiro, o volume de soja exportado foi de 5,1 milhões de toneladas. Quanto ao faturamento, o país alcançou US$ 3,978 bilhões em março com a exportação da oleaginosa. No mês anterior, foram faturados US$ 3,021 bilhões, representando um crescimento de 31,6%.

Apenas no primeiro trimestre de 2020, o total de exportações de soja somam 18.1 milhões de toneladas. Esse quantitativo representa um crescimento de 15,30% comparado ao mesmo período de 2019.

Os portos estão com funcionamento normal, apesar da crise mundial acometida pelo coronavírus. Após uma queda nas exportações em fevereiro, o mês de março garantiu uma recuperação. Os embarques realizados neste mês tiveram como principal destino a China. Ajudando a aliviar a escassez da matéria-prima acometida no país de destino. 

De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), questões climáticas contribuíram para esse aumento. As exportações de fevereiro tiveram alguns atrasos por conta das chuvas. Fato que provocou a paralisação de embarques, deixando os despachos para o mês seguinte. 

Além disso, a colheita de 2020 começou tardiamente, tendo em março o maior volume de soja. Outro ponto importante de aumento foi em relação ao dólar forte. Fato que possibilitou maior competitividade da soja brasileira no mercado externo.

Apesar da preocupação quanto a pandemia, os portos estão em funcionamento, mas seguindo as determinações da Anvisa. Adotando medidas de segurança estabelecidas para a prevenção do Covid-19. 

Um dos problemas enfrentados refere-se ao escoamento dos produtos agrícolas com a diminuição de caminhoneiros. Por conta das medidas de combate ao coronavírus, enfrentam transtornos nas rodovias, com diminuição de postos de abastecimento em restaurantes abertos.

Conclusão

Os números apresentados em março não representam apenas uma recuperação referente ao mês anterior. Mas uma boa perspectiva para o primeiro semestre de 2020. Fechando o primeiro trimestre com crescimento, comparado a 2019, promove entusiasmo no mercado.

Permanecendo ativo no mercado, a exportação de soja ainda garantirá uma boa colocação no mercado externo. Um de nossos maiores produtos primários possui impacto direto em nossa economia.

Mesmo com a previsão de um impacto negativo para os primeiros meses de 2020, por conta do coronavírus, os números foram satisfatórios. Quase chegando ao recorde mensal, ainda atribuído a maio de 2018. 

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Direção,

Marcus Vinicius Franquine Tatagiba.

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