Mercado de câmbio: entenda o que é e quais são as principais práticas
Mercado de câmbio: entenda o que é e quais são as principais práticas
29/06/2020

A tecnologia criou nas últimas décadas uma série de novas possibilidades para negociações internacionais. O transporte, a troca de conhecimentos e as transações entre players de diferentes países, que antes eram processos complexos e morosos, ganharam celeridade e se tornaram mais do que viáveis. Tudo isso também aumentou a relevância do profissional que trabalha com mercado de câmbio.

Você sabe o que faz um profissional que trabalha com mercado de câmbio? É ele que viabiliza movimentação de capital no exterior, negociações entre diferentes países e até compras de pessoas físicas em viagens internacionais, por exemplo.

Toda movimentação financeira que envolve dois ou mais países está sujeita a variações cambiais. Para simplificar, pense no exemplo da viagem internacional: se você recebe dinheiro em moeda brasileira, tira férias e decide fazer compras em outra região, precisa fazer conversão do real para o dólar ou o euro, por exemplo. Essa transação pode demandar taxas, impostos e processos burocráticos.

A lógica da pessoa física, com ressalvas e evidentes adaptações, baliza todo tipo de negociação internacional. O profissional responsável por mercado de câmbio é a pessoa que entende processos e trâmites para conversão de moeda, além de buscar soluções para eficácia e proteção do cliente.

Mercado de câmbio ganhou relevância com crescimento do volume de negócios entre países
Crédito: Unsplash

Como funcionam as taxas de câmbio

O Banco Central do Brasil não emite moedas estrangeiras. Portanto, um brasileiro que decida fazer qualquer movimentação no exterior precisa comprar dinheiro no mercado cambial.

Cada moeda nacional tem um valor ou peso de negociação, e esses números oscilam de acordo com uma série de fatores relacionados à política monetária do país. O brasileiro que faz negócios em dólar, por exemplo, está sujeito ao valor que a moeda norte-americana terá no dia em que a conversão for feita para o dinheiro efetivamente entrar no sistema bancário brasileiro – ainda que a transação seja feita em dólar.

A conversão de moeda depende de um aspecto chamado de câmbio flutuante, que é definido pelo próprio mercado. No Brasil, o Banco Central acompanha as movimentações e informa apenas a taxa média para servir como referência.

Maior volume de negócios entre players de diferentes países ampliou relevância de profissional que domina mercado de câmbio
Crédito: Unsplash

Quem é o “mercado” que regula as moedas

O mercado cambial funciona durante 24 horas diárias para abarcar países com diferentes fusos. As operações são eletrônicas e não possuem um órgão centralizador – ao contrário da bolsa, por exemplo.

Não existe limite para compra e venda de moeda, seja para pessoa física ou jurídica. No entanto, toda ação nesse sentido está sujeita às legislações tributárias locais.

O que regula as moedas em âmbito internacional, portanto, é basicamente o volume: de acordo com o número de negociações feitas naquele câmbio, é possível que os números sofram oscilações consideráveis.

As transações podem ser primárias (entrada e saída de moeda envolvendo pessoas físicas ou jurídicas) ou secundárias (também conhecidas como interbancárias, que envolvem apenas negócios com instituições financeiras).

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