Por que você deve ficar otimista com mercado de mineração no Brasil
Por que você deve ficar otimista com mercado de mineração no Brasil até 2024
30/09/2020

Por diferentes razões, 2020 não tem sido um ano para otimismo no mercado brasileiro. No entanto, não é essa a situação do setor de mineração. O Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração), entidade privada que reúne empresas e instituições que atuam no segmento, revisou nesta semana a previsão de aportes internacionais para a área e aumentou em US$ 8 bilhões a estimativa para os próximos cinco anos.

A conta do Ibram deve-se principalmente à participação do mercado de capitais. Segundo o órgão, a previsão de aportes à mineração nacional nos próximos cinco anos, que era de algo em torno de US$ 32 bilhões, subiu para US$ 40 bilhões.

“Os investimentos não serão apenas nas pesquisas, que são fundamentais para o futuro da mineração”, disse Wilson Brumer, presidente do conselho diretor do Ibram, durante o seminário online “Mineração: financiamento e acesso ao mercado de capitais”.

Quem é o Ibram

Fundado em 1976, o Ibram é uma entidade privada e sem fins lucrativos cujos focos são o desenvolvimento sustentável e a difusão das melhores práticas no segmento da mineração. Atualmente, a entidade reúne mais de 130 associados.

Como representante da classe, a entidade é extremamente próxima do Ministério de Minas e Energia. Por isso, esteve entre os articuladores do “Programa de mineração e desenvolvimento”, que foi lançado pelo governo federal no dia 28 de setembro.

Como o governo federal do Brasil vê a mineração

O “Programa de mineração e desenvolvimento” do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) aglutina metas e ações para o setor entre 2020 e 2023. O principal eixo é a transformação do patrimônio mineral do país em vetor de progresso e gerar efeitos positivos para outras áreas.

Para isso, o projeto estipula ideias sobre qualificação do setor, compromisso ambiental e ampliação do conhecimento. Contudo, também aponta expectativa de avanço para áreas em que a mineração hoje não é prática recorrente.

“O estilo de vida que a sociedade moderna adotou com uma infinidade de bens, produtos, equipamentos e recursos tecnológicos torna indispensável, cada vez mais, a utilização dos bens minerais. A mineração, portanto, é mais que essencial, ela é imprescindível para o Brasil e para o mundo”, disse Bento Albuquerque, titular da pasta de Minas e Energia, durante o lançamento do projeto.

Há controvérsias sobre o plano, como a proposta de exploração mineral em terras indígenas. A medida depende de aval do Congresso, que recebeu do governo em fevereiro um texto sobre o assunto e ainda não avançou na discussão acerca do tema.

Qual é a importância da mineração para a economia brasileira

Com mais de 3 mil minas mapeadas em seu território, o Brasil é atualmente um dos cinco maiores produtores minerais do mundo. Ainda assim, a área tem conseguido um desenvolvimento expressivo – o crescimento da prática em âmbito local foi de 550% nos últimos dez anos.

Segundo o Anuário Mineral Brasileiro, que foi publicado em 2018 e apresenta dados do ano anterior, os metálicos respondem por quase 80% do que é comercializado no segmento. O ferro, que concentra 71,1% das extrações minerais no país, é o líder, seguido por cobre (9,4%).

Em 2017, a mineração foi responsável por 4,69% das riquezas geradas pelo Brasil (alta considerável em relação aos 2,68% do ano anterior). O volume de exportações é ainda mais expressivo: US$ 239,5 bilhões, ou 21% da balança comercial.

Outro ponto fundamental na análise sobre o segmento de mineração é a capacidade de geração de empregos. Foram 733 mil vagas diretas e 2,2 milhões de posições indiretas criadas pela área em 2017.

Direção,
Marcus Vinicius Tatagiba.

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