Qual a projeção da economia brasileira para os próximos anos? - Abracomex
Qual a projeção da economia brasileira para os próximos anos?
07/03/2020

Saber a projeção da economia brasileira para os próximos anos é de grande importância para compreensão do comportamento do mercado. Entendendo, assim, os investimentos, evolução ou queda para adequação de um planejamento estratégico. Quando trabalhamos com comércio, é essencial ter ciência de como serão distribuídos os setores econômicos. Como também as perspectivas e ações do governo a longo prazo. Este artigo foi desenvolvido pensando em auxiliar o trabalho apresentando as projeções da economia brasileira.

Após o comportamento dos últimos anos marcado por uma lenta recuperação, o principal intuito é mudar a situação. O Brasil tem esboçado para o ano de 2020 uma perspectiva de crescimento, promovendo uma boa expectativa para os próximos anos. 

Esse novo ambiente é um alívio após a recessão presente nos anos de 2015 e 2016. Podendo vislumbrar expectativa favorável quanto a geração de empregos e investimentos. Ou seja, uma boa representação da economia ganhando fôlego.

Projeções da Economia Brasileira para os próximos anos

O governo estabeleceu um aumento na projeção para crescimento econômico no Brasil. O PIB (Produto Interno Bruto) é um dos principais indicativos de crescimento, trata-se da soma da totalidade de serviços e bens produzidos no país. A perspectiva é de um crescimento de 2,17% para 2020. Para o ano de 2021, a projeção é de 2,50%.

As projeções são determinadas pelo Ministério de Economia e publicadas em Boletim Macro Fiscal, da Secretaria de Política Econômica. O ano passado o governo revisou as projeções percebendo resultados acima das expectativas em alguns indicadores. Em destaque foram os setores de serviços, construção civil e comércio.

Um dos pontos auges e fundamentais para o estímulo da economia foi a liberação do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Ou seja, os recursos liberados estimularam consideravelmente a retomada do crescimento no segundo semestre de 2019. Perspectiva ainda esperada para continuidade no primeiro trimestre de 2020. 

O saque-aniversário também foi criado com um grande potencial para alterar as perspectivas do crédito e mercado de trabalho. O intuito é justamente estimular e impulsionar as projeções da economia brasileira para os próximos anos. 

Crescimento de empregos

O governo apresenta no relatório um crescimento na criação de empregos formais. Fator que promove a aceleração do crescimento do PIB. O aumento de empregos formais, consequentemente, interfere em um aquecimento da economia. 

Um dos pontos considerados importantes para o aumento da produtividade formal refere-se a expansão do crédito livre, antes firmado por crédito direcionado.A diferença está na autonomia dada aos bancos. 

O crédito direcionado possui regras de empréstimos definidas pelo governo com destinação ao setor rural, infraestrutura e habitacional. O livre, por sua vez, os bancos adquirem maior autonomia para empréstimos e definição de taxas de juros. Ação tomada tanto para as empresas, como para as famílias. 

Desta forma, essa substituição contribui inclusive para a redução dos juros e maior participação social no sistema financeiro. Aspectos alinhados ao sistema e política liberal defendida pelo governo atual. A perspectiva é de redução das taxas de juros começarem a apresentar resultados no primeiro semestre de 2020.

O Ministério da Economia ainda afirma que a retomada de produtividade está garantida, mesmo não sendo tão imediata. Isso se dá pelas medidas de ajuste fiscal, eliminação de custos do setor privado e redução de direcionamento de crédito. Ações que proporcionarão efeitos favoráveis e permanentes na renda do país.

Inflação

No início do mês de março, o Banco Central divulgou o relatório Focus apresentando dados de levantamento de mais de 100 instituições. Os analistas estimam uma taxa de inflação de 3,19%, reduzindo o índice anterior de 3,20%. Já para 2021, a estimativa é de 3,75%.

A meta central anunciada foi de 4%, desta forma a expectativa segue abaixo da meta. Vale ressaltar que a meta de inflação é fixada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Como forma de alcançar, o Banco Central pode reduzir ou aumentar a taxa Selic (taxa básica de juros da economia).

Estimativas da economia brasileira para os próximos anos

Com o intuito de termos uma visão ampliada da economia nos próximos anos, apresentamos as estimativas do relatório Focus. Seguem os dados dos principais índices para compreensão do status de nossa economia:

  • Taxas de juros: a previsão da taxa Selic foi mantida pelo mercado, sendo de 4,25% ao ano. Essa taxa de juros já pode ser verificada atualmente. Já para o final do ano de 2021, o mercado estima uma queda da taxa Selic. Antes proposta em 6% para 5,75% ao ano.
  • Balança Comercial: a balança comercial é o saldo do total de exportações menos as importações. A perspectiva para 2020, é um superávit de US$ 36,70 bilhões, uma queda de menos de 1% comparado a perspectiva anterior. Já para o ano de 2021, a estimativa é de US$ 33,19 bilhões, uma queda considerável comparado aos US$ 35 bilhões previstos anteriormente.
  • Investimento estrangeiro: o relatório Focus prevê a entrada de US$ 80 bilhões em investimento estrangeiro no Brasil para 2020. Para o próximo ano, os analistas estimam US$ 84,05 bilhões.
  • Dólar: já a projeção da taxa de câmbio da moeda no fim de 2020 é de R$ 4,20 por dólar. A estimativa para o fechamento em 2021 é de R$ 4,15 por dólar.

Projeções políticas para a economia

A pauta tributária é vista com maior potencial para impulsionar o crescimento econômico a um longo prazo. Um dos projetos de emenda constitucional (PEC 45), se aprovado, teria a possibilidade de gerar um crescimento de 10% no PIB para os próximos 15 anos.

O ministro da economia, por sua vez, enviou em novembro de 2019 ao Congresso o Pacote Mais Brasil. Trata-se de três propostas de PECs que debatem o engessamento das contas públicas e auxiliam em uma melhora da situação fiscal. Sendo elas: PEC dos Fundos, PEC Emergencial e PEC do Pacto Federativo. De uma forma geral, elas aludem a:

  • PEC dos Fundos: liberação de 248 fundos constitucionais, hoje com aplicação restrita, para o direcionamento ao abatimento da dívida pública.
  • PEC Emergencial: debate o teto de gastos e a regra de ouro, duas regras que limitam a utilização do dinheiro público.
  • PEC do Pacto Federativo: uma proposta que pretende encerrar as amarras do Orçamento Federal. Podendo, assim, deixar a critério dos políticos a decisão do dinheiro público arrecadado para pagamento de investimentos e despesas correntes.

A expectativa é que a PEC dos Fundos seja aprovada ainda no primeiro semestre, sendo a mais fácil do pacote. Já a Emergencial, estima-se a aprovação até o final do ano de 2020. E o Pacto Federativo estenderia o prazo para 2021. 

Comércio Exterior e a economia brasileira para os próximos anos

As perspectivas apresentadas para a economia brasileira para os próximos anos contribui para uma análise do mercado voltado ao comércio exterior. A perspectiva da Balança Comercial positiva demonstra uma maior representação do Brasil no mercado externo. 

Iniciar a análise da visão nacional, assim como do cenário mundial facilita o processo e estabelece as estratégias para o mercado. São pilares fundamentais para adequação das medidas e projeções da empresa dentro do ambiente. 

Queremos levar o assunto a debate. Coloque a sua opinião aqui nos comentários sobre os índices apresentados e as posturas governamentais para acelerar o crescimento da economia. 

Direção,

Marcus Vinicius Franquine Tatagiba.

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