Rumos da Economia Brasileira em 2019
28/02/2019

Posição do Governo

Em sua Visão Geral da Carta de Conjuntura Nº 40 do IPEA, os dados apontam para a recuperação da economia no ano de 2019, com crescimento estimado de 2,9%. Em discurso, o diretor de Estudos e Pesquisas Macroeconômicas do Ipea, José Ronaldo de Souza Jr., afirma que ele é “condicionado a uma melhora, ou ao menos ao endereçamento, dessas questões fiscais que hoje são o grande entrave à retomada da economia”.

Outros Prismas e Projeções

Há uma forte consenso entre os economistas de que a economia fique entre 2,0% e 2,5% e passe dos 3% caso as reformas previdenciárias sejam aprovadas e as privatizações aceleradas. Por outro lado, sustentam-se ressalvas quanto a governabilidade do novo presidente e sua capacidade de pleitear apoio junto ao Congresso para aprovação de suas pautas governamentais. Contudo, pode ser que o presidente perceba o quão politicamente custoso será manter sua agenda. O principal ponto de pessimismo é o atual endividamento da máquina pública, mas os investidores observam atentos se o governo irá conseguir desatar os nós da dívida pública.

A grande aposta

Apesar da postura de livre comércio do atual governo, a aposta em um cenário agressivo de privatizações é quase nula. Empresas como Petrobrás, Caixa, Banco do Brasil e Eletrobrás ficaram fora da vitrine, mas há quem não descarte essa possibilidade. Concretamente, é surfar a grande onda do momento, a chamada “Lua de Mel”, uma fase favorável de crescimento que marca todo início de governo e do avanço do consumo, devido a baixa dos juros.   

Projeções do Banco Itaú

O Banco Itaú projeta novos rumos para a economia brasileira. Ao passo que a instituição considerava um tímido crescimento em 2018, de apenas 1,3%, já em 2019, prevê um crescimento de 2,5%. Quase o dobro em relação ao ano anterior. Para o banco, essa melhora se dá pelas condições financeiras mais expansivas, aos juros de mercado mais baixo e preços de ativos mais elevados.

Projeções do Banco Bradesco

Já em 2019, a instituição atribuiu novo aumento de sua projeção, de 2,5% para 2,8%. Quanto a taxa de juros, o banco acredita que a taxa Selic encerrará em 6,5%, prevendo um aumento para 8% no terceiro trimestre. Em nota oficial, o Bradesco divulgou: “A economia brasileira encontra-se em uma posição cíclica favorável à retomada do crescimento. A inflação e os juros estão baixos; as famílias e empresas estão menos alavancadas; o déficit externo é reduzido e há grande ociosidade no mercado de trabalho e na indústria”.

Projeções do Banco Safra

O economista-chefe do Banco Safra, Carlos Kawall, acredita que será difícil crescer tanto por causa da lenta recuperação do mercado de trabalho. “Fazer uma boa reforma da Previdência — não necessariamente a ideal. — é imprescindível para melhorarmos as condições financeiras, como queda dos juros, alta da Bolsa e redução do Risco Brasil”.  

Câmbio e Inflação

Bancos como Itaú e Bradesco preveem que o IPCA (índice que baliza a inflação) gire em torno 4,2% (dentro das estimativas do Banco Central, de 4,25%). Quanto ao câmbio, as instituições acreditam que o dólar se mantenha a uma média de R$3,75 e R$3,70, respectivamente.

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