Zona Franca do Aeroporto de Dubai acena com incentivos tributários para empresas brasileiras - Abracomex
Zona Franca do Aeroporto de Dubai acena com incentivos tributários para empresas brasileiras
05/03/2018

A Zona Franca do Aeroporto de Dubai (Dafza, na sigla em inglês) busca empresas brasileiras interessadas em abrir uma filial nos Emirados Árabes Unidos com incentivos tributários.

Com mais de 1,6 mil companhias de diversos setores e nacionalidades instaladas, a Dafza tem como diferencial a localização, ao lado do Aeroporto Internacional de Dubai, de onde saem voos diários para o Brasil – em breve, com a criação da nova rota Dubai-São Paulo-Santiago da Emirates Airlines, serão mais de 20 voos semanais.

No último (25), o diretor-geral da zona franca, Mohammed Al Zarooni, recebeu o presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Rubens Hannun, o assessor de projetos especiais da entidade, Tamer Mansur, e o cônsul dos Emirados Árabes Unidos em São Paulo, Ibrahim Salem Al Alawi, na sua sede, em Dubai. Para o diretor-geral, a Câmara Árabe pode contribuir com esse objetivo – atualmente, apenas uma empresa brasileira do setor de cosméticos está instalada na Dafza.

“Queremos mais brasileiros. As exportações do Brasil aos Emirados Árabes chegaram a US$ 2,5 bilhões e estão crescentes. Vemos oportunidade para incrementar ainda mais, até porque Dubai é um canal de distribuição para a região”, afirmou Al Zarooni.

Como vantagens oferecidas pela Dafza, estão a garantia de que o empresário pode deter 100% do capital da companhia aberta, isenção total de impostos e a redução da burocracia, uma vez que todos os trâmites podem ser feitos dentro da própria zona franca, incluindo alfândega e vistos, além, é claro, da própria localização.

Al Zarooni destacou que diversas multinacionais estão instaladas na zona franca, como Boeing, Airbus, Audi, Chanel e Chevron. “Temos empresas de todos os setores industriais”, disse, deixando claro que não há exclusividade para o setor aeronáutico – a maior indústria presente na Dafza, inclusive, é a de eletrônicos, seguida por bens de consumo.

Durante a reunião, ficou acertado que Dafza e Câmara Árabe farão um trabalho conjunto para atrair empresas brasileiras à zona franca. “Uma mão sozinha não faz nada. Precisamos de mãos dadas para incrementar a relação”, disse Al Zarooni.

Os executivos da Dafza demonstraram muito interesse em participar do Fórum Econômico Brasil-Países Árabes, que será organizado pela Câmara Árabe no começo de abril. O presidente da Câmara Árabe convidou os executivos a participarem dos painéis de discussões.

“As empresas brasileiras estão animadas para fazer negócios nos países árabes. Acredito sim que teremos um incremento de empresas brasileiras aqui”, destacou Hannun. “Também são bem-vindas empresas dos Emirados ao Brasil”, disse.

O cônsul Al Alawi disse que vê espaço para o comércio exterior entre o Brasil e os Emirados quadruplicar. Citou os voos diretos diários entre os países e estimou que a questão da isenção do visto, acertada no ano passado, deverá ser finalizada em dois meses. “Nós esperamos incrementar ainda mais as relações. Vejo 2018 como um ano de construção e 2019 como um ano de execução”.

Hannun concordou: “Estamos caminhando para o momento de termos ações operacionais efetivas”, afirmou o presidente da Câmara Árabe.

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