Apesar da crise, Brasil tem aumento de exportação de alimentos - Abracomex
Apesar da crise, Brasil tem aumento de exportação de alimentos
23/04/2020

A pandemia provocada pelo coronavírus trouxe consequências econômicas não só para o Brasil, mas no mundo. Diversos países colocam indícios de recessão e estão economicamente desestabilizados. Dentro desse contexto, os negócios internacionais sofrem diretamente. Na contramão de toda a situação apresentada, o Brasil apresenta aceleração para exportações de alguns setores. A exportação de alimentos tem apresentado um aumento significativo nesse primeiro trimestre. Um resultado já esperado pelas perspectivas dos últimos anos.

De acordo com informações dos órgãos ministeriais, houve queda nas importações, conforme o esperado. No entanto, as exportações brasileiras, principalmente de alimentos apresentaram ótimos resultados. 

Apesar da queda de exportados para os Estados Unidos, o número para o sudeste asiático tem aumentado. Um dos pontos positivos quanto a esse crescimento é por se tratar de uma região densamente populacional. Acompanhe o nosso artigo para revisar esse primeiro trimestre de 2020.

Exportação de alimentos: primeiro trimestre de 2020

No primeiro trimestre de 2020, a exportação de alimentos somou US$ 21,4 bilhões, apesar da crise. O principal país que puxou esse crescimento foi a China, nosso principal parceiro. Somente para este país, as exportações somaram US$ 7,2 bilhões, representando 34% do total. 

Dentro desse período, o Brasil abriu o mercado para oito países, outra alavanca para o crescimento das exportações. Atrás da China, a União Europeia e os Estados Unidos foram os maiores compradores no período.

Durante esses três primeiros meses do ano, houve um aumento de demanda da soja, principalmente no mês de março. Mesmo apresentando uma desaceleração em janeiro e fevereiro, o mês de março recuperou e promoveu um resultado positivo.

Além da soja em grãos, as exportações de carne bovina e de frango in natura foram os principais produtos exportados. Essa demanda representou 44% do total de vendas realizadas para o exterior. 

No Brasil, não há risco de desabastecimento local. Por esta razão, a situação torna-se favorável para a exportação. Cumprindo os contratos já firmados e podendo ampliar o espaço dentro do mercado internacional. 

Exportação de soja

Nos últimos anos, a soja tem sido o produto de maior exportação do Brasil. As vendas do primeiro trimestre totalizaram US$ 6,2 bilhões. 

Demonstrando uma alta de 9,4% em comparação ao mesmo período de 2019. Os maiores índices de exportação de soja, além da China, foram para Tailândia e União Europeia. Somente as três regiões juntas somaram um aumento de US$ 494,5 milhões.

Conforme dados da Secex do Ministério da Economia, o Brasil registrou 11,64 milhões de toneladas somente em março. Um crescimento de 37,6% em relação ao mesmo período em 2019. O recorde mensal de exportação de soja registrado no Brasil é de 12,3 milhões de toneladas, sendo feito em maio de 2018.

No primeiro trimestre de 2020, o total de exportações de soja somaram 18,1 milhões de toneladas. Conseguindo um crescimento de 15,30% em relação ao mesmo período de 2019. Os portos estão em pleno funcionamento, apesar da crise mundial acometida pelo coronavírus.

Exportação carne bovina e de frango

As exportações de carne bovina, por sua vez, tiveram um crescimento de 29,9%, somando US$ 1,6 bilhão. A carne de frango teve um crescimento de 7%, faturando US$ 1,5 bilhão. A demanda chinesa também foi a responsável por esse aumento.

O principal país que impulsionou o crescimento foi a China, que dobrou a demanda em comparação a 2019.

As exportações de carne bovina somente em março totalizaram 147,08 mil toneladas (produto in natura e processado). Somente a China foi responsável por 35% desses embarques, correspondente a 51,86 mil toneladas. Teve um crescimento de 108% em comparação ao período de 2019. 

A União Europeia é a terceira região com maior importação de carne bovina brasileira. Ficando atrás de China e Hong Kong. No entanto, apresentou uma desaceleração da compra da proteína, assim como o Chile.

O Egito, por sua vez, pode impulsionar ainda mais a venda de carne bovina brasileira. Uma vez que habilitou 42 novos estabelecimentos brasileiros para a venda no país. A Indonésia também negociou recentemente uma cota extra para importação de carne de 20 mil toneladas. 

A carne de frango apresenta um crescimento desde janeiro de 2020. Neste mês, as exportações cresceram 14,9%, fechando em 323,8 mil toneladas. A China continua sendo o nosso maior comprador de carne de frango. Na sequência temos o Japão, Arábia Saudita e Emirados Árabes.

O Egito também tem fortes propensões de compra de carne de frango. Dos 42 frigoríficos habilitados, 27 é para fornecimento de frango. 

Exportação de alimentos: breve histórico

Entre os 10 produtos com maior exportação do Brasil, sete são do setor de alimentos. Os dados apresentados referem-se ao ano de 2019. Compõe lista da exportação de alimentos: soja, farelo de soja, frango, carne bovina, milho, açúcar e café. 

No ano de 2019, a venda desses commodities agropecuárias somaram mais de US$ 61 bilhões. Representando 30% do total de embarques realizados pelo Brasil. 

Dentro do contexto de mercado, o agro brasileiro teve um favorecimento por conta da alto do câmbio. Ocorrida pela guerra comercial entre China e Estados Unidos. Além disso, problemas climáticos nos Estados Unidos e a peste suína africana também motivaram a compra de nossos produtos.

  • Durante o ano passado, o milho teve grande representação. Proporcionando um recorde histórico de exportação, chegando a mais de US$ 7,34 Bilhões. O que representa mais de 39 milhões de toneladas. Os países que mais contribuíram para o crescimento do milho em 2019 foram: Japão, Irã e Vietnã.
  • A soja teve uma participação de 12% do total de exportações em 2019. O Brasil é o segundo maior exportador da oleaginosa. Entre janeiro e dezembro do ano passado, foram exportados aproximadamente US$ 26 Bilhões. A China foi nosso maior comprador, representando 79% do total de vendas. 
  • A carne bovina está no ranking de maiores exportações do ano de 2019. Representando um total de 2,9% do total de 2019. Gerando o equivalente a US$ 6,49 Bilhões. Os principais países que adquiriram a carne bovina foram: China e Hong Kong.
  • A carne de frango está logo em seguida no ranking. Gerando uma receita de US$ 6,33 Bilhões para o Brasil. Os embarques foram realizados, principalmente, para China, Japão, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
  • O farelo de soja também é um dos produtos com maior índice de procura no exterior. Fechando o ano com um total US$ 5,83 bilhões em exportações. 
  • O café está entre os 10 mais exportados, sendo Minas Gerais o Estado de maior exportação. Os principais destinos deste produto foram: Alemanha, Estados Unidos, Itália e Japão. O faturamento em 2019 foi de US$ 5,1 bilhões.
  • Fechando a lista está o açúcar. As exportações foram feitas em sua maioria para Argélia, China, Bangladesh e Arábia Saudita. O Estado com maior produção e exportação é São Paulo. Totalizando uma receita de US$ 5,368 bilhões.

Conclusão

O setor de alimentos tem representado uma porcentagem importante para a exportação brasileira. Dentro da crise, está apresentando resultados satisfatórios, segurando, desta forma, a economia.

Os investimentos no setor tem crescido no país. Diante das perspectivas positivas desenvolvidas pelos especialistas. De acordo com a Abia (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos), a indústria de alimentos realizou um forte investimento em 2019. O valor de R$ 22,3 bilhões foi destinado a fábricas, aquisições e fusões. 

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Direção,

Marcus Vinicius Franquine Tatagiba.

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